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segunda-feira, 13 de junho de 2011

QUANDO O RANCOR ADORMECE

Estou em Búzios. Sim, me dei férias. Precisava e merecia. Só quem viu minha última semana pra saber...

Hoje, o outono aqui foi generoso e nos brindou com este lindo Sol poente. Daí, me lembrei de um samba novo que acabei de fazer com o maestro Wanderson Martins e que teve a demo gravada pelo amigo e parceiro João Martins.



A propósito, ontem foi Dia dos Namorados, data boa para redizer as juras e lembrar que "quando o rancor adormece, a paixão se levanta".

Boa audição! Eis o samba...

Quando o rancor adormece by leandrofregonesi

QUANDO O RANCOR ADORMECE
(Wanderson Martins / Leandro Fregonesi)

MAIS UM DIA SEM VOCÊ
EU NÃO VOU ME CONFORMAR
TÁ DIFÍCIL ME CONTER
TÔ QUERENDO TE ENCONTRAR
FICA SEMPRE A LEMBRANÇA
DOS MOMENTOS DE CARINHO
EU NÃO PERCO A ESPERANÇA
QUE RETORNE AO NOSSO NINHO
VOLTE LOGO PARA MIM
SEM TER MEDO DE AMAR
A SAUDADE VAI TER FIM
E A PAIXÃO ETERNIZAR

DESPERTA PRA VIDA QUE A DOR JÁ VIROU SOL POENTE
E ASSIM FINALMENTE O AMOR VENHA NOS VISITAR
POIS QUANDO O RANCOR ADORMECE, A PAIXÃO SE LEVANTA
QUAL LUA QUE BRILHA NO CÉU SÓ PRA NOS ENCANTAR

quinta-feira, 28 de abril de 2011

FESTA DA MASSA

Festa da Massa by leandrofregonesi

FESTA DA MASSA
(Inácio Rios / Leandro Fregonesi)

LÁ VAI MEU SAMBA
VOU MANDAR MEU RECADO, VOU LOGO DIZER
EU SOU DO SAMBA, EU VIVO O SAMBA
E SEI POR QUÊ: O SAMBA É A VOZ QUE VEM DO CORAÇÃO

CHEGA MAIS PRA CÁ, VEM VER
A FESTA DA MASSA
ME ARREBATA, O SAMBA É MEU PRAZER
FELICIDADE NO MEU VIVER

REQUEBRA, MORENA
REBOLA, MEXE E REMEXE, DEITA E ROLA
A CORRENTE NÃO VAI QUEBRAR
O SAMBA É VERDADE, É BELEZA
É O BALÉ DA CHAMA ACESA
NA CULTURA POPULAR

E QUEM CHEGAR
FAÇA O FAVOR DE RESPEITAR, RECONHECER
A MINHA FÉ, MINHA PAIXÃO
A DEVOÇÃO QUE EU TRAGO QUANDO EU CANTO
É MEU NORTE, É MEU MANTO
É MEU CÉU E É MEU CHÃO

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Inácio Rios é amigo e parceiro que engrandece qualquer samba. Talentoso e farto compositor que sempre mostra coisa bonita!

Temos algumas parcerias já feitas aqui na gaveta e esse "Festa da Massa" é um dos que gosto muito.

Nessa gravação demo, tivemos a honra de contar com o preciso violão 7 cordas do Leandro Junior, o banjo nervoso de João Martins e o bandolim "vagabundo" do Tiago Souza!

Tiaguinho gravou esse bandolim praticamente num take só, sem conhecer a música, no melhor método "pegando-de-ouvido" que só os grandes músicos têm!

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Valeu Rapaziada! Valeu, Inácio!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

8 ARTISTAS, ÀS 7 EM PONTO


No próximo dia 9 de novembro, o Projeto 7 em Ponto reunirá, numa mesma noite, 8 artistas que estão no atual "Panorama da Lapa", tendo a curadoria de Augusto Martins.

Pra quem não sabe, o Projeto 7 EM PONTO é uma herança deixada pelo antigo projeto 6 E MEIA e acontece todas as terças-feiras. A ideia é muito bacana, pois dá pra quem trabalha no Centro do Rio ir direto, após o expediente, ouvir o melhor da música brasileira (e claro, do samba, nesse dia especial).

Participarei deste show, juntamente com:

. Eduardo Gallotti
. Simone Lial
. Janaína Moreno
. João Sabiá
. Joana Duah
. João Martins
. Elisa Addor

E todos estaremos muito bem acompanhados pelo grupo MULATO VELHO.

Os preços são populares e o espetáculo acontecerá no belíssimo Teatro Carlos Gomes.

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Vanessa Alves está fazendo a cenografia.

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O repertório está repleto de surpresas. Vamos cantar o que há de melhor no bairro mais boêmio do Rio de Janeiro, grandes clássicos e algumas autorais.

E o Samba, o rei do terreiro, será reverenciado neste encontro inédito, numa noite que promete entrar para a história do Teatro Carlos Gomes, da Lapa e da nova música brasileira.

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Vai perder?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

CANTA, PORTELA! A FINAL...

CONVITE GERAL!

Nessa sexta-feira, dia 15 de outubro, às 23h, acontece a FINAL da escolha do Samba-enredo da Portela para o carnaval de 2011.

Nós estaremos lá, a parceria completa, com um samba que nos enche de orgulho por estar passando tão bem na quadra, com todos os segmentos da Escola cantando.

Ouça a gravação:



Os autores: Ciraninho, João Martins, Diogo Nogueira, eu e Rafael dos Santos.

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Veja como está sendo AO VIVO, na voz do nosso puxador Luizinho Andanças:



Essa passada foi SEM a Bateria Estandarte de Ouro do Mestre Nilo Sérgio!

Quer ver como fica COM a Bateria? É só aparecer por lá.

Anote o endereço: Rua Clara Nunes, 81 - Oswaldo Cruz.

Contamos com a presença de todos os nossos amigos, torcedores e, principalmente de todos aqueles que simplesmente gostam de cantar o nosso samba.

Preparem o fígado, o coração e os pulmões...

Até!

Axé!

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A Letra:

PORTELA 2011 - Samba concorrente
Compositores: Diogo Nogueira, Ciraninho, Rafael dos Santos,
João Martins e Leandro Fregonesi
Intérpretes: Luizinho Andanças

ESTRELAS VÃO ME GUIAR
POR ÁGUAS QUE GUARDAM SEGREDOS
SINGRANDO O AZUL INFINITO
O HOMEM SE LANÇA E VENCE O MEDO
DESAFIANDO A FÚRIA DO MAR
RAIOS, TROVÕES ESCONDENDO O LUAR
SERES DA MITOLOGIA, LENDAS, MISTÉRIOS, MAGIA...
E SOB A LUZ DE ALEXANDRIA
EU VI ANTIGAS CIVILIZAÇÕES, EMBARCAÇÕES DO ORIENTE
NAS ÍNDIAS ME ENCANTEI, POR SEUS CAMINHOS NAVEGUEI

O CÉU E O MAR VÃO SE ENCONTRAR
UM NOVO MUNDO REVELAR
RIQUEZAS E BELEZAS
UM PARAÍSO A EXPLORAR

MAREJOU O CORAÇÃO DO NEGRO QUE FICOU
E VIU PARTIR O SEU IRMÃO DE COR
NA CARAVELA DO INVASOR
NAS MARÉS, O VENTO FORTE DA AMBIÇÃO
LEVOU CORSÁRIOS E PIRATAS
A COBIÇAR TESOUROS DESSE CHÃO
E LÁ VAI MINHA JANGADA ENFRENTANDO A MADRUGADA
PELO GIGANTE BRASIL
DE NATUREZA ABENÇOADA
TERRA ADORADA, DE ENCANTOS MIL!
E NESSE RELICÁRIO... NO PORTO CENTENÁRIO...
A ÁGUIA TRANSBORDA EMOÇÃO, DESAGUA A INSPIRAÇÃO
E AS SETE ARTES ETERNIZAM
O LINDO AZUL DO NOSSO PAVILHÃO!

CANTA PORTELA
NO REINO DE IEMANJÁ!
VEM NO BALANÇO DAS ONDAS DO MAR
FAZ O MEU RIO SAMBAR!

.

FALANDO POR MIM...

Não importa o que aconteça na final. Podemos não ganhar, da mesma forma como podemos ganhar e amanhecer o dia 16 de outubro cantando pelas ruas de Oswaldo Cruz e Madureira os versos:

"CANTA PORTELA
NO REINO DE IEMANJÁ..."

O que importa é que estamos FELIZES e satisfeitos por estarmos dando para a querida Portela, a Majestade do Samba, uma EXCELENTE opção de samba-enredo.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Nosso Samba - Portela 2011



Em primeira mão, o nosso samba concorrente na Portela para o Carnaval 2011!



G.R.E.S. PORTELA 2011
Enredo: "Rio, Azul da Cor do Mar"

Compositores:
Diogo Nogueira
Ciraninho
Rafael dos Santos
João Martins
Leandro Fregonesi

Samba alusivo - introdução:
"O Mar Serenou" (Candeia)

Intérprete:
Luizinho Andanças

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ESTRELAS VÃO ME GUIAR
POR ÁGUAS QUE GUARDAM SEGREDOS
SINGRANDO O AZUL INFINITO
O HOMEM SE LANÇA E VENCE O MEDO
DESAFIANDO A FÚRIA DO MAR
RAIOS, TROVÕES ESCONDENDO O LUAR
SERES DA MITOLOGIA, LENDAS, MISTÉRIOS, MAGIA...
E SOB A LUZ DE ALEXANDRIA
EU VI ANTIGAS CIVILIZAÇÕES, EMBARCAÇÕES DO ORIENTE
NAS ÍNDIAS ME ENCANTEI, POR SEUS CAMINHOS NAVEGUEI

O CÉU E O MAR VÃO SE ENCONTRAR
UM NOVO MUNDO REVELAR
RIQUEZAS E BELEZAS
UM PARAÍSO A EXPLORAR

MAREJOU O CORAÇÃO DO NEGRO QUE FICOU
E VIU PARTIR O SEU IRMÃO DE COR
NA CARAVELA DO INVASOR
NAS MARÉS, O VENTO FORTE DA AMBIÇÃO
LEVOU CORSÁRIOS E PIRATAS
A COBIÇAR TESOUROS DESSE CHÃO
E LÁ VAI MINHA JANGADA ENFRENTANDO A MADRUGADA
PELO GIGANTE BRASIL
DE NATUREZA ABENÇOADA
TERRA ADORADA, DE ENCANTOS MIL!
E NESSE RELICÁRIO... NO PORTO CENTENÁRIO...
A ÁGUIA TRANSBORDA EMOÇÃO, DESAGUA A INSPIRAÇÃO
E AS SETE ARTES ETERNIZAM
O LINDO AZUL DO NOSSO PAVILHÃO!

CANTA PORTELA
NO REINO DE IEMANJÁ!
VEM NO BALANÇO DAS ONDAS DO MAR
FAZ O MEU RIO SAMBAR!

.

Se você é daqueles aficcionados por samba-enredo, aqui vai a sinopse que foi entregue a todos os Compositores:



G.R.E.S. PORTELA 2011
Enredo: "RIO, AZUL DA COR DO MAR"

Autores: Marta Queiroz, Cláudio Vieira e Roberto Szaniecki
Carnavalesco: Roberto Szaniecki

"Porto de Sapucahy, verão de 2011

Soltem as amarras e deixem as velas enfunar ao sabor do vento.

Vejam o cais se distanciar e, com ele, as lembranças que ficaram, Na bagagem, trazemos sonhos e esperança. Nossos olhos já não conseguem divisar o que é mar, o que é céu, e tentam traçar uma linha de equilíbrio no horizonte. Singramos no azul!

Subamos à gávea para conversar com as estrelas, companheiras de saudades e solidão. Ora, direis, ouvir estrelas... Por que não?

Estrelas são quase tudo o que temos. Além delas, trazemos instrumentos que nos ajudarão a decifrá-las. Elas se espalham pelo céu formando desenhos e um deles nos chama a atenção. É uma águia! Sim, uma águia em forma de constelação. E será esta que escolheremos para nos guiar pela imensidão.

Dizem que o destino está traçado nas estrelas. Ensinam que precisamos de muita coragem para enfrentar os perigos e, sobretudo, determinação. E, com fé em Deus, navegaremos pelos sete mares que abrirão os portais do coração.

No Reino de Poseidon, tempestade e bonança

Estamos a muitas braças do continente, nessa noite tenebrosa.

A fúria do vento força a resistência dos cabos que sustentam o mastro principal. O tecido das velas parece que não conseguirá resistir. Ondas se agigantam, cobrindo o casco. Raios, relâmpagos e trovões abrem fendas no firmamento.

Começamos a enfrentar o desafio do desconhecido. E, sem que tenhamos tempo de raciocinar, nos deparamos com o medo escondido em nossos porões.

Das profundezas surgem criaturas fantásticas! São polvos, serpentes e dragões abrindo uma estrada na espuma, levando-nos por um turbilhão sem fim.

Ao abrirmos os olhos, porém, tudo se transforma. Cavalos marinhos conduzidos por guerreiros transportam o cortejo de reis e rainhas que governavam a crença de civilizações que desapareceram no mar abissal.

O que tenta nos dizer a tempestade, afinal?

Respeitar o que é do mar, mas nunca temer. Acima de toda maldade, o bem sempre há de vencer.

Mare Nostrum, sob a luz de Alexandria

Estas galés que cruzam o nosso caminho transportam toras de cedro, tapetes, tecidos, cerâmicas, corantes, jóias, peças de metal e outros produtos que as mãos do homem foram capazes de moldar.

Do Oriente partem gigantescas embarcações. São os chineses oferecendo novas trocas, ampliando suas rotas, construindo relações.

São mercadorias que remontam aos tempos dos primeiros navegantes, que se lançaram ao mar. Para trocá-las em outros portos, fenícios e egípcios não imaginavam que também deixariam vestígios de sua cultura milenar.

Gregos e romanos inauguraram um tempo de conquistas, ampliando as frentes de comércio e os limites de seus territórios.

Da distante Alexandria, brilha uma chama, transformando a noite em dia.

A caminho de Calicut

Debruçados sobre mapas, lendas e antigos relatos tentamos encontrar o caminho que nos levará às misteriosas terras das especiarias. É para lá que apontam nossos olhos, mergulhados em fascínio.

Para proteger este comércio, mercadores árabes semearam lendas de monstros e gigantes que devoravam quem ousasse cruzar os seus domínios.

Tudo mentira. O pesadelo agora é um sonho. As águas ganham novos matizes e como atrizes representam cada uma de nossas expectativas: cravo, canela, açafrão, flor de lótus e também porcelanas, tapetes, sedas e jóias que não se cansam de brilhar.

As mais variadas fragrâncias se misturam no ar. Conseguimos, estamos em Calicut! Mas não devemos nos demorar.

Atlântico, em direção ao Pacífico

O Velho Mundo despertou para um novo século sabendo que não estava mais só. Por trás do horizonte, entre o nascente e o poente, existiam outras terras e riquezas a se alcançar.

Eram terras primitivas, que ficavam muito além da calmaria e daqui podemos vê-las. Ao dia, parece uma deslumbrante miragem, ocupada por nativos, adornadas pela praias e a plumagem dos pássaros mais bonitos que já se viu. Eis a visão do paraíso tropical.

São tantas terras que nossos olhos se perdem ao tentar abraçá-las. Elas se escondem sob florestas, percorrem montanhas e flutuam nas nuvens, onde guardam segredos e mistérios de antigos impérios, que se curvam diante do Sol.

Quantas riquezas brotam de suas nascentes! Ouro, prata, pedras preciosas e uma madeira estranha, que tinge de sangue o tecido mias nobre. Dizem que o futuro a perpetuará na força de um gigante chamado Brasil.

Mare Liberum, numa ilha do Caribe

Quantas estradas se abrem neste azul sem fim! O Atlântico é cortado em todas as direções. Embarcações de diversas bandeiras transportavam cana-de-açúcar, café, tabaco e algodão.

Já não existem fronteiras para o comércio, nem medidas para a ambição. Outras galés rumam para a África, inaugurando a rota do tráfico negreiro. Trazem milhões de escravos, despejando-os em solo americano. Aceleram a produção, deixando uma dor que não se apaga e uma chaga que ainda marca o sentimento humano.

Negros vão, corsário vem. Omar já não pertence nem à Armada do Rei. Agora, é terra de ninguém.

Brasil, entre riquezas e belezas

Abençoada natureza, que sempre encantará os olhos de quem veleja no aconchego dessa Baía. A mesma brisa que traz lembranças do passado, sopra na direção do futuro, ensinando que o mar foi, é e será a principal via de comunicação entre os povos mais distantes.

Salve, Porto centenário, e esse intenso vai-e-vem do comércio exterior. Foi aqui que começaram e depois se intensificaram nossas relações com o estrangeiro.

Esse marulhar fustiga a todo instante, recordando investidas e o leva-e-traz. As ondas não se cansam de contar todos os tesouros que ficaram para trás; mas ainda guardam nas profundezas a mais preciosa das riquezas, que, por muito tempo, nos impulsionará.

Rio de Janeiro, ponto de encontro de brasileiros de Norte a Sul, de Leste a Oeste; que recebe de braços abertos o jangadeiro e outros irmãos do Nordeste. Rio das praias, das raias, cruzeiros, pescadores da noite e da vida marinha. Terra de São Sebastião, paraíso dos golfinhos.

Porto dos Amores, Fonte de Inspiração

Aqui da proa, quando olhamos para trás, não conseguimos dar conta do tempo que passou. Orientados pelas estrelas, desafiamos tempestades, enfrentamos inimigos e aprendemos que navegar é preciso - mas na mesma direção!

Foi assim que descobrimos novos continentes, inauguramos a rota do oriente e encontramos em pleno mar a Fonte da Inspiração.

Traduzimos os sentimentos em música, transportamos a emoção para a ópera e o teatro, recriamos aventuras em romances, no cinema eternizamos sagas e amores em páginas de clássicos memoráveis. Quando pintamos uma marina, tentando retratar a fascinação que existe em tanto mar, deixamos o azul brincar na tela.

Descobrimos que o mar é apenas um tema: ele tem início, meio e fim, é um enredo. E toda essa experiência começou quando vencemos o medo, desfraldando as velas do Carnaval.

Pois, o amor é azul.

O céu é azul.

O mar é azul.

E entre eles, navega a nossa querida Portela!"

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Outro dia, com a calma necessária, eu escrevo sobre esta nossa parceria, que já tem quase 10 anos: quando começou, como aconteceu, como foram os caminhos até aqui e outras curiosidades.

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Boa audição e bom Carnaval a todos!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Do Catete a Ipanema: um samba

Em 2008, dentre mais de 500 inscritos de todo o Brasil, tive a felicidade de ganhar o Festival "Bota Pra Fazer Música" (categoria Samba), no Teatro Odisséia, Lapa, por unanimidade do júri formado por especialistas como Teresa Cristina e Dorina.

Por isso, fui convidado a fazer um programa ao vivo nos estúdios da Oi, patrocinadora do Festival, em Ipanema.

Dentre os amigos que chamei para tocar comigo neste programa, estava João Martins, malandro do Catete, meu parceiro de grandes sambas, muitos deles ainda inéditos.

Fomos juntos pro compromisso, no meu carro.

Dentro do carro, a caminho do estúdio, João pegou o cavaco: "Pô, Fregona, bora terminar AGORA aquele samba lá?! Canta aí a cabeça". Eu tinha mostrado pra ele a primeira numa daquelas quartas-feiras do Guanabara, em que o Pagode rolava bonito sob o comando do Negão e do Nézio.

Então, eis que no trajeto de 10km entre o Catete e Ipanema, fomos a diversão do trânsito carioca (principalmente nos sinais fechados), tocando, cantando, batucando no volante, no painel, compondo a segunda e o refrão. Com a empolgação necessária para um bom samba nascer e ganhar corpo na voz.

Samba pronto! Nome da criança: "Nova Era"

Chegamos no estúdio.

Teste de som. Tudo ok?

Valendo!!!

O programa ao vivo começou. Estávamos online para o mundo inteiro.

Entre um papo e outro com o apresentador, fui cantando sambas meus e, ainda meio inseguro na letra e na melodia, me arrisquei a cantar "Nova Era", o samba que acabara de nascer, minutos antes, de parto normal, no meu carro.

Aí está:


Gravação do grupo Deu Branco

NOVA ERA
(Leandro Fregonesi / João Martins)

Água rolou
Da cachoeira prateada
Foi descendo pela mata
O riacho começou
Folha caiu
Por cima da terra molhada
Da semente germinada
A vegetação brotou

Nasceu da luz do Sol um novo dia
Rompeu a esperança no olhar
A natureza anuncia nova era
Ai, quem me dera
Novo amor também chegar

Para reviver, para clarear
Ai, quem me dera
Novo amor também chegar

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Desde então, Eu e João Martins já dividimos "Nova Era" em vários shows e rodas de samba, sempre com o mesma alegria de quem fez do trânsito turbulento entre Catete e Ipanema a melhor coisa que poderia ter acontecido naquele dia.

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A cantora Renata Jambeiro, que desponta em Brasília, também gravou esta música no seu DVD "Sambaluayê".