No próximo dia 9 de novembro, o Projeto 7 em Ponto reunirá, numa mesma noite, 8 artistas que estão no atual "Panorama da Lapa", tendo a curadoria de Augusto Martins.
Pra quem não sabe, o Projeto 7 EM PONTO é uma herança deixada pelo antigo projeto 6 E MEIA e acontece todas as terças-feiras. A ideia é muito bacana, pois dá pra quem trabalha no Centro do Rio ir direto, após o expediente, ouvir o melhor da música brasileira (e claro, do samba, nesse dia especial).
E todos estaremos muito bem acompanhados pelo grupo MULATO VELHO.
Os preços são populares e o espetáculo acontecerá no belíssimo Teatro Carlos Gomes.
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Vanessa Alves está fazendo a cenografia.
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O repertório está repleto de surpresas. Vamos cantar o que há de melhor no bairro mais boêmio do Rio de Janeiro, grandes clássicos e algumas autorais.
E o Samba, o rei do terreiro, será reverenciado neste encontro inédito, numa noite que promete entrar para a história do Teatro Carlos Gomes, da Lapa e da nova música brasileira.
Nessa sexta-feira, dia 15 de outubro, às 23h, acontece a FINAL da escolha do Samba-enredo da Portela para o carnaval de 2011.
Nós estaremos lá, a parceria completa, com um samba que nos enche de orgulho por estar passando tão bem na quadra, com todos os segmentos da Escola cantando.
Ouça a gravação:
Os autores: Ciraninho, João Martins, Diogo Nogueira, eu e Rafael dos Santos.
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Veja como está sendo AO VIVO, na voz do nosso puxador Luizinho Andanças:
Essa passada foi SEM a Bateria Estandarte de Ouro do Mestre Nilo Sérgio!
Quer ver como fica COM a Bateria? É só aparecer por lá.
Anote o endereço: Rua Clara Nunes, 81 - Oswaldo Cruz.
Contamos com a presença de todos os nossos amigos, torcedores e, principalmente de todos aqueles que simplesmente gostam de cantar o nosso samba.
Preparem o fígado, o coração e os pulmões...
Até!
Axé!
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A Letra:
PORTELA 2011 - Samba concorrente Compositores: Diogo Nogueira, Ciraninho, Rafael dos Santos, João Martins e Leandro Fregonesi Intérpretes: Luizinho Andanças
ESTRELAS VÃO ME GUIAR POR ÁGUAS QUE GUARDAM SEGREDOS SINGRANDO O AZUL INFINITO O HOMEM SE LANÇA E VENCE O MEDO DESAFIANDO A FÚRIA DO MAR RAIOS, TROVÕES ESCONDENDO O LUAR SERES DA MITOLOGIA, LENDAS, MISTÉRIOS, MAGIA... E SOB A LUZ DE ALEXANDRIA EU VI ANTIGAS CIVILIZAÇÕES, EMBARCAÇÕES DO ORIENTE NAS ÍNDIAS ME ENCANTEI, POR SEUS CAMINHOS NAVEGUEI
O CÉU E O MAR VÃO SE ENCONTRAR UM NOVO MUNDO REVELAR RIQUEZAS E BELEZAS UM PARAÍSO A EXPLORAR
MAREJOU O CORAÇÃO DO NEGRO QUE FICOU E VIU PARTIR O SEU IRMÃO DE COR NA CARAVELA DO INVASOR NAS MARÉS, O VENTO FORTE DA AMBIÇÃO LEVOU CORSÁRIOS E PIRATAS A COBIÇAR TESOUROS DESSE CHÃO E LÁ VAI MINHA JANGADA ENFRENTANDO A MADRUGADA PELO GIGANTE BRASIL DE NATUREZA ABENÇOADA TERRA ADORADA, DE ENCANTOS MIL! E NESSE RELICÁRIO... NO PORTO CENTENÁRIO... A ÁGUIA TRANSBORDA EMOÇÃO, DESAGUA A INSPIRAÇÃO E AS SETE ARTES ETERNIZAM O LINDO AZUL DO NOSSO PAVILHÃO!
CANTA PORTELA NO REINO DE IEMANJÁ! VEM NO BALANÇO DAS ONDAS DO MAR FAZ O MEU RIO SAMBAR!
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FALANDO POR MIM...
Não importa o que aconteça na final. Podemos não ganhar, da mesma forma como podemos ganhar e amanhecer o dia 16 de outubro cantando pelas ruas de Oswaldo Cruz e Madureira os versos:
"CANTA PORTELA NO REINO DE IEMANJÁ..."
O que importa é que estamos FELIZES e satisfeitos por estarmos dando para a querida Portela, a Majestade do Samba, uma EXCELENTE opção de samba-enredo.
Fui assistir ao filme “Uma Noite em 67”, que é um documentário sobre o Festival daquele ano e seus principais Artistas.
No meio do filme, me veio a pergunta que não quer calar: onde foram parar as vaias?
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Reparem:
Quem gostava, aplaudia. Com emoção.
Quem não gostava, vaiava. Com a emoção oposta.
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A possibilidade de ser vaiado fazia com que o Artista repensasse o que fazer diante do público.
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Mas as vaias ficaram no século passado, né?
Agora tudo é aplauso!
Qualquer um canta qualquer coisa e: clap, clap, clap!
Se a quantidade de palmas não for suficiente, o artista remenda:
"Quem gostou faz barulho aí, PÔ!"
E quem não gostou faz o que? Apenas silêncio?
PÔ! A vaia era o "barulho" de quem não gostou.
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"Aplauso x vaia" virou "barulho x silêncio"?
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Aplaudir tornou-se uma imposição social velada. É a única opção. É pseudo-elegante.
Mas aplaudir não era apenas UMA entre DUAS opções?
O aplauso não era para ser um apoteótico "sim" contrapondo-se ao desconcertante "não" da vaia?
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O "sim" sem o "não" não perde totalmente o seu sentido?
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Mas o entendimento moderno é o outro: quem aplaude é gente boa, tá feliz, bem resolvido e de bem com a vida.
Quem vaia tá amargurado, tá triste, deve estar fudido, com algum problema sério ou deve ter brigado em casa.
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Então, "aplauso x vaia" deixou de ser uma medida do desempenho do Artista e passou a ser uma medida da psicologia do ESPECTADOR.
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"Gente, vamos bater palma pro Fulano que acabou de cantar!"
Entenda-se: "Gente, vamos fingir que todo mundo gostou, né?"
Que solidariedade às avessas é essa? Ser elegante mentindo?
E quem não gostou da apresentação - geralmente imposta - do Fulano?
É obrigado a bater palma bem fraquinho, em sinal de desaprovação?
Como assim? Aplaudir para desaprovar?
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Alguém vai dizer: "O Fregonesi tá maluco. Quem foi que disse que pega mal vaiar?"
Não é que pega mal...
Mas esse mesmo alguém vai te perguntar:
"Está tudo bem com você? Você está vaiando?"
"Sim, comigo tá tudo ótimo! Quem não tá nada bem é aquele artista ali..."
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E ninguém vai deixar claro pro artista que ele mandou mal?
Tadinho.
Vai mandar mal a vida toda, jurando que mandou bem?
Não seria melhor ter vaiado pra depois o cara melhorar e MERECER um caloroso e justo aplauso?
Muitos responderão: "Não! Vamos dizer DEPOIS, com calma, em particular pro cara que ele mandou mal..."
Mas ele NUNCA vai entender que mandou mal se, na verdade, todo mundo "aplaudiu pra caramba".
E talvez ele pense que você só sabe é reclamar de "tudo". E você vai ficar com cara de otário e fama de chato, mesmo que esteja coberto de razão.
Porque só quem aplaudiu é bacana.
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“Vaias x aplausos” eram as dicas no “Jogo da Vida” do Artista.
APLAUSOS: Avance 5 casas. Você mandou bem.
VAIAS: Volte 10 casas e tente novamente. Você mandou mal.
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Dizem que os Artistas da "Época dos Festivais" eram melhores que os atuais.
Discordo 100%.
Os Artistas de agora são tão bons quanto.
Mas concordo que na "Época das VAIAS" os Caras ficavam mais criteriosos para não passarem vergonha.
Portanto, não ERAM melhores. TORNAVAM-SE melhores.
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Conclusão:
Atualmente, com esse monte de aplauso sobrando por aí, nós, Artistas, temos que reafirmar a nossa música e o nosso ponto-de-vista artístico APESAR DOS APLAUSOS que sempre recebemos.
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Momento cultural:
No citado Festival de 67, a classificação final foi:
1º- Ponteio (Edu Lobo / Capinam) 2º- Domingo no Parque (Gilberto Gil) 3º- Roda Viva (Chico Buarque) 4º- Alegria, Alegria (Caetano Veloso) 5º- Maria, Carnaval e Cinzas (Luiz Carlos Paraná)
Este 5º lugar foi um SAMBA cantado por Roberto Carlos!
Veja (a partir do minuto 3:40) as vaias e os aplausos que ele recebeu:
Em primeira mão, o nosso samba concorrente na Portela para o Carnaval 2011!
G.R.E.S. PORTELA 2011 Enredo: "Rio, Azul da Cor do Mar"
Compositores: Diogo Nogueira Ciraninho Rafael dos Santos João Martins Leandro Fregonesi
Samba alusivo - introdução: "O Mar Serenou" (Candeia)
Intérprete: Luizinho Andanças
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ESTRELAS VÃO ME GUIAR POR ÁGUAS QUE GUARDAM SEGREDOS SINGRANDO O AZUL INFINITO O HOMEM SE LANÇA E VENCE O MEDO DESAFIANDO A FÚRIA DO MAR RAIOS, TROVÕES ESCONDENDO O LUAR SERES DA MITOLOGIA, LENDAS, MISTÉRIOS, MAGIA... E SOB A LUZ DE ALEXANDRIA EU VI ANTIGAS CIVILIZAÇÕES, EMBARCAÇÕES DO ORIENTE NAS ÍNDIAS ME ENCANTEI, POR SEUS CAMINHOS NAVEGUEI
O CÉU E O MAR VÃO SE ENCONTRAR UM NOVO MUNDO REVELAR RIQUEZAS E BELEZAS UM PARAÍSO A EXPLORAR
MAREJOU O CORAÇÃO DO NEGRO QUE FICOU E VIU PARTIR O SEU IRMÃO DE COR NA CARAVELA DO INVASOR NAS MARÉS, O VENTO FORTE DA AMBIÇÃO LEVOU CORSÁRIOS E PIRATAS A COBIÇAR TESOUROS DESSE CHÃO E LÁ VAI MINHA JANGADA ENFRENTANDO A MADRUGADA PELO GIGANTE BRASIL DE NATUREZA ABENÇOADA TERRA ADORADA, DE ENCANTOS MIL! E NESSE RELICÁRIO... NO PORTO CENTENÁRIO... A ÁGUIA TRANSBORDA EMOÇÃO, DESAGUA A INSPIRAÇÃO E AS SETE ARTES ETERNIZAM O LINDO AZUL DO NOSSO PAVILHÃO!
CANTA PORTELA NO REINO DE IEMANJÁ! VEM NO BALANÇO DAS ONDAS DO MAR FAZ O MEU RIO SAMBAR!
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Se você é daqueles aficcionados por samba-enredo, aqui vai a sinopse que foi entregue a todos os Compositores:
G.R.E.S. PORTELA 2011 Enredo: "RIO, AZUL DA COR DO MAR"
Autores: Marta Queiroz, Cláudio Vieira e Roberto Szaniecki Carnavalesco: Roberto Szaniecki
"Porto de Sapucahy, verão de 2011
Soltem as amarras e deixem as velas enfunar ao sabor do vento.
Vejam o cais se distanciar e, com ele, as lembranças que ficaram, Na bagagem, trazemos sonhos e esperança. Nossos olhos já não conseguem divisar o que é mar, o que é céu, e tentam traçar uma linha de equilíbrio no horizonte. Singramos no azul!
Subamos à gávea para conversar com as estrelas, companheiras de saudades e solidão. Ora, direis, ouvir estrelas... Por que não?
Estrelas são quase tudo o que temos. Além delas, trazemos instrumentos que nos ajudarão a decifrá-las. Elas se espalham pelo céu formando desenhos e um deles nos chama a atenção. É uma águia! Sim, uma águia em forma de constelação. E será esta que escolheremos para nos guiar pela imensidão.
Dizem que o destino está traçado nas estrelas. Ensinam que precisamos de muita coragem para enfrentar os perigos e, sobretudo, determinação. E, com fé em Deus, navegaremos pelos sete mares que abrirão os portais do coração.
No Reino de Poseidon, tempestade e bonança
Estamos a muitas braças do continente, nessa noite tenebrosa.
A fúria do vento força a resistência dos cabos que sustentam o mastro principal. O tecido das velas parece que não conseguirá resistir. Ondas se agigantam, cobrindo o casco. Raios, relâmpagos e trovões abrem fendas no firmamento.
Começamos a enfrentar o desafio do desconhecido. E, sem que tenhamos tempo de raciocinar, nos deparamos com o medo escondido em nossos porões.
Das profundezas surgem criaturas fantásticas! São polvos, serpentes e dragões abrindo uma estrada na espuma, levando-nos por um turbilhão sem fim.
Ao abrirmos os olhos, porém, tudo se transforma. Cavalos marinhos conduzidos por guerreiros transportam o cortejo de reis e rainhas que governavam a crença de civilizações que desapareceram no mar abissal.
O que tenta nos dizer a tempestade, afinal?
Respeitar o que é do mar, mas nunca temer. Acima de toda maldade, o bem sempre há de vencer.
Mare Nostrum, sob a luz de Alexandria
Estas galés que cruzam o nosso caminho transportam toras de cedro, tapetes, tecidos, cerâmicas, corantes, jóias, peças de metal e outros produtos que as mãos do homem foram capazes de moldar.
Do Oriente partem gigantescas embarcações. São os chineses oferecendo novas trocas, ampliando suas rotas, construindo relações.
São mercadorias que remontam aos tempos dos primeiros navegantes, que se lançaram ao mar. Para trocá-las em outros portos, fenícios e egípcios não imaginavam que também deixariam vestígios de sua cultura milenar.
Gregos e romanos inauguraram um tempo de conquistas, ampliando as frentes de comércio e os limites de seus territórios.
Da distante Alexandria, brilha uma chama, transformando a noite em dia.
A caminho de Calicut
Debruçados sobre mapas, lendas e antigos relatos tentamos encontrar o caminho que nos levará às misteriosas terras das especiarias. É para lá que apontam nossos olhos, mergulhados em fascínio.
Para proteger este comércio, mercadores árabes semearam lendas de monstros e gigantes que devoravam quem ousasse cruzar os seus domínios.
Tudo mentira. O pesadelo agora é um sonho. As águas ganham novos matizes e como atrizes representam cada uma de nossas expectativas: cravo, canela, açafrão, flor de lótus e também porcelanas, tapetes, sedas e jóias que não se cansam de brilhar.
As mais variadas fragrâncias se misturam no ar. Conseguimos, estamos em Calicut! Mas não devemos nos demorar.
Atlântico, em direção ao Pacífico
O Velho Mundo despertou para um novo século sabendo que não estava mais só. Por trás do horizonte, entre o nascente e o poente, existiam outras terras e riquezas a se alcançar.
Eram terras primitivas, que ficavam muito além da calmaria e daqui podemos vê-las. Ao dia, parece uma deslumbrante miragem, ocupada por nativos, adornadas pela praias e a plumagem dos pássaros mais bonitos que já se viu. Eis a visão do paraíso tropical.
São tantas terras que nossos olhos se perdem ao tentar abraçá-las. Elas se escondem sob florestas, percorrem montanhas e flutuam nas nuvens, onde guardam segredos e mistérios de antigos impérios, que se curvam diante do Sol.
Quantas riquezas brotam de suas nascentes! Ouro, prata, pedras preciosas e uma madeira estranha, que tinge de sangue o tecido mias nobre. Dizem que o futuro a perpetuará na força de um gigante chamado Brasil.
Mare Liberum, numa ilha do Caribe
Quantas estradas se abrem neste azul sem fim! O Atlântico é cortado em todas as direções. Embarcações de diversas bandeiras transportavam cana-de-açúcar, café, tabaco e algodão.
Já não existem fronteiras para o comércio, nem medidas para a ambição. Outras galés rumam para a África, inaugurando a rota do tráfico negreiro. Trazem milhões de escravos, despejando-os em solo americano. Aceleram a produção, deixando uma dor que não se apaga e uma chaga que ainda marca o sentimento humano.
Negros vão, corsário vem. Omar já não pertence nem à Armada do Rei. Agora, é terra de ninguém.
Brasil, entre riquezas e belezas
Abençoada natureza, que sempre encantará os olhos de quem veleja no aconchego dessa Baía. A mesma brisa que traz lembranças do passado, sopra na direção do futuro, ensinando que o mar foi, é e será a principal via de comunicação entre os povos mais distantes.
Salve, Porto centenário, e esse intenso vai-e-vem do comércio exterior. Foi aqui que começaram e depois se intensificaram nossas relações com o estrangeiro.
Esse marulhar fustiga a todo instante, recordando investidas e o leva-e-traz. As ondas não se cansam de contar todos os tesouros que ficaram para trás; mas ainda guardam nas profundezas a mais preciosa das riquezas, que, por muito tempo, nos impulsionará.
Rio de Janeiro, ponto de encontro de brasileiros de Norte a Sul, de Leste a Oeste; que recebe de braços abertos o jangadeiro e outros irmãos do Nordeste. Rio das praias, das raias, cruzeiros, pescadores da noite e da vida marinha. Terra de São Sebastião, paraíso dos golfinhos.
Porto dos Amores, Fonte de Inspiração
Aqui da proa, quando olhamos para trás, não conseguimos dar conta do tempo que passou. Orientados pelas estrelas, desafiamos tempestades, enfrentamos inimigos e aprendemos que navegar é preciso - mas na mesma direção!
Foi assim que descobrimos novos continentes, inauguramos a rota do oriente e encontramos em pleno mar a Fonte da Inspiração.
Traduzimos os sentimentos em música, transportamos a emoção para a ópera e o teatro, recriamos aventuras em romances, no cinema eternizamos sagas e amores em páginas de clássicos memoráveis. Quando pintamos uma marina, tentando retratar a fascinação que existe em tanto mar, deixamos o azul brincar na tela.
Descobrimos que o mar é apenas um tema: ele tem início, meio e fim, é um enredo. E toda essa experiência começou quando vencemos o medo, desfraldando as velas do Carnaval.
Pois, o amor é azul.
O céu é azul.
O mar é azul.
E entre eles, navega a nossa querida Portela!"
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Outro dia, com a calma necessária, eu escrevo sobre esta nossa parceria, que já tem quase 10 anos: quando começou, como aconteceu, como foram os caminhos até aqui e outras curiosidades.
Música: "DO TAMBOR AO TERÇO" (Leandro Fregonesi / Rafael dos Santos)
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MAKING OF - Fotos
O fotógrafo Jeovan Junior clicou os bastidores do clipe.
Larissa Sarmento, a "Maria Benvinda de Aparecida".
Gustavo Nasr, diretor de fotografia, com a câmera HD. Ao fundo, Marcio Vianna (de preto), diretor e roteirista, orienta os participantes.
Léo Ávila buscando o melhor ângulo.
Roda de samba. Um panorama geral do set.
Dona Lizete nos quitutes.
Na Rua do Lavradio, gravando a cena final, enquanto a equipe se reúne para solucionar detalhes da iluminação (ao fundo).
Os amigos gravaram pequenas cenas para os cortes.
Marcio Vianna, Juliana Bach e Thiago Sacramento: direção e produção
Depois da gravação, uma foto de lembrança.
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FICHA TÉCNICA - Clipe: LEANDRO FREGONESI - DO TAMBOR AO TERÇO
Produção: Café com Leite Produções
Equipe/Produção
Marcio Vianna: Direção / Roteiro
Thiago Sacramento: Direção / Edição de imagens
Gustavo Nasr: Direção de Fotografia / Câmera
Léo Ávila: Iluminação / Câmera
Carla Berri: Direção de Arte
Brunna Napoleão: Figurinos
Jeovan Junior: Fotógrafo
Mari Vieira: Maquiagem
Juliana Bach, Lizete Oliveira e Lerrânia Lima: Produção executiva
Caio Flavoni e Renan Lima: Assistentes de produção
Atriz convidada: Larissa Sarmento
Artistas / Músicos da roda: Adão Jorge, Adílson Fumaça, André Rios, Daniel Karin, Felipe Barros, Guilherme Sá, Guilherme Oliveira, João Martins, Jorge Alexandre, Júlio Erthal, Monique Kessous e Thaís Motta